Frequento o Ensino, logo tenho opinião!

Portugal tem vivido um período de grande instabilidade ao nível da Educação, especialmente entre 2005 e 2009, opondo duas ministras com vontade de encetar medidas necessárias nesta área e representantes sindicais, sedentos dos seus momentos de protagonismo na comunicação social e desconhecedores do significado da palavra “diálogo”. Só a História dará o devido valor a algumas medidas propostas, executadas ou não, pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Aqueles que esperam um reconhecimento demorado saem, desde já, desiludidos com a integração, no programa de Governo da coligação PSD-CDS, de uma medida aprovada pela ministra em 2007 que implementava um exame de acesso à profissão, para que os professores provassem o seu conhecimento da matéria, antes de terem a responsabilidade de educar e ensinar uma nova geração de portugueses.

Com a nomeação do professor catedrático Nuno Crato para novo ministro da Educação, Passos Coelho vem afirmar que quer, de facto, fazer uma ruptura com o caminho dos últimos governos, iniciando uma nova etapa que terá as suas vantagens e as suas desvantagens.

Uma das primeiras bandeiras de Nuno Crato será certamente a luta contra o facilitismo, que tanto criticou. As medidas para atingir este objectivo não devem passar pela sobrecarga de exames aos alunos, o que teria um efeito contraproducente no seu aproveitamento escolar, mas sim por uma aposta numa avaliação dos conhecimentos e capacidades dos professores, que permitisse criar uma classe competente e reconhecida e também o aumento do grau de exigência na avaliação contínua e pontual (neste caso, os exames) dos alunos.

A principal influência de Passos Coelho no ministério da Educação será certamente no tratamento em relação ao ensino particular. As medidas e as intenções expressas no novo programa de Governo apontam para o pior caminho possível, com uma tentativa de igualar os privilégios estatais dos dois tipos de ensino, o que abrirá espaço a uma hierarquização do ensino em Portugal, com uma escola pública descredibilizada, com menos financiamento para os filhos das classes mais pobres e com os filhos das classes altas entregues aos colégios. A concretização destas medidas constituirá o fim de uma luta de anos por uma educação gratuita de qualidade, que dê a todos os jovens as mesmas oportunidades, independentemente das suas condições económicas, de se formarem e terem sucesso na vida pessoal e profissional. Com a destruição destes ideais de igualdade de oportunidades morre uma parte da Democracia e a luta, nacional e internacional, de décadas por um Mundo melhor e mais justo sofre, mais uma vez, um grande ataque.

Para os próximos quatro anos de legislatura é importante um trabalho cooperante mas responsável dos sindicatos e da oposição, nomeadamente do PS, que deve batalhar por um dos seus maiores legados à Democracia Portuguesa, o direito a uma Educação gratuita e de qualidade. Mas sem entrar em radicalismos típicos de uma oposição de protesto.

Da minha parte, deixo os votos de maior sucesso ao novo Governo e ao novo ministro da Educação na reforma do sistema educativo português. Mas não, sem antes apelar, mais uma vez, ao bom senso e a uma boa gestão de tudo aquilo que foi conquistado, desde o 25 de Abril, em Portugal!

Diogo Melo Pinto

(Coordenador NESEBSP)

Reunião com ONESEBS

  A JS Porto e o secretariado do NESEBSP estiveram reunidos com o coordenador nacional da Organização Nacional de Estudantes Socialistas do Ensino Básico e Secundário, vulgo ONESEBS, na tarde do último sábado.

  A reunião teve como objectivo a partilha de ideias de solidificação e desenvolvimento da ONESEBS e dos vários  núcleos dentro da JS, nomeadamente da aposta no ensino básico e secundário por parte da Federação do Porto. Miguel Matos Costa, o coordenador nacional, destacou ainda o trabalho que o NESEBSP tem vindo a desenvolver, fazendo, em conjunto com membros da JS Porto, um plano de acção para o futuro.

  O NESEBSP deixa aqui um forte agradecimento ao coordenador nacional pela reunião e votos para uma boa relação repleta de sucessos entre a estrutura concelhia e a nacional!

Artigo do coordenador do NESEBSP no Grande Porto

(http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/218134_163392113717902_155272171196563_370920_5274025_n.jpg

Abandono escolar continuou a baixar em 2010

Mais uma vitória do Governo na área da Educação. A divulgação destes dados prova que a aposta do Governo na criação, qualificação e credibilização das vias técnicas e profissionais estava correcta desde o início e veio colmatar várias falhas no ensino em Portugal. Estamos de parabéns!

(via http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1833990 )

Ensino português é dos melhores perante as desigualdades

Mais uma grande vitória do Governo socialista! Se a comunicação social não estivesse tão ocupada em criticar e atacar aqueles que diariamente lutam pelo país talvez tivessemos oportunidade de ver mais notícias como esta, que nos deixam tão orgulhosos dos alunos, professores, pessoal não-docente e governantes que trabalham para melhorar a Educação em Portugal.

(in http://aeiou.expresso.pt/ensino-portugues-e-dos-melhores-perante-as-desigualdades=f640462)

Oposição anula reorganização curricular do Governo

A oposição uniu-se hoje, no Parlamento, para votar a favor da anulação da reorganização curricular do ensino básico. Embora seja opinião do NESEBSP de que tais mudanças estruturais do ensino em Portugal deveriam ser realizadas através de uma reforma da educação em Portugal (e não inseridas no Orçamento de Estado por motivos económicos), consideramos que a oposição vem provocar mais uma onda de polémica e instabilidade que prejudica os alunos e o sistema de ensino em Portugal, que tem vindo a ser fustigado por sucessivos confrontos e estratégias políticas, remetendo para segundo lugar a preocupação com a qualidade da educação.

Por este motivo pedimos ao Ministério da Educação, aos partidos políticos representados na Assembleia da República e às organizações sindicais de professores que resolvam todas estas situações o mais rapidamente possivel para que a paz volta às Escolas.

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/oposicao-anula-reorganizacao-curricular-do-governo_1483274

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/ministra-da-educacao-garante-que-nao-cede_1483353

Repúdio à Manifestação de dia 24

O NESEBSP vem, mais uma vez, repudiar a manifestação marcada para dia 24 pois entende que em nada virá contribuir para a melhoria do ensino em Portugal.

   Este protesto, como muitos outros realizados até hoje, foi marcado com vários interesses políticos nos bastidores e vem denegrir a imagem do estudante em Portugal, através de discursos extremistas e utópicos por parte daqueles que convocaram esta manifestação ou declarações daqueles alunos que têm como único interesse faltar às aulas (que felizmente são uma quase infíma minoria).

  Apelamos aos estudantes portugueses a uma reflexão sobre as reais causas da marcação desta manifestação e se querem, ou não, juntar a sua imagem a estas reivindicações.

http://www.publico.pt/Educação/alunos-das-secundarias-de-lisboa-marcam-protesto-para-dia-24_1479455

Quase 35% dos alunos portugueses de 15 anos chumbou pelo menos uma vez

São dados preocupantes que têm de levar a uma série análise e um debate para tentar encontrar as melhores soluções e as reformas que mais beneficiarão os alunos portugueses.

http://www.publico.pt/Educação/quase-35-dos-alunos-portugueses-de-15-anos-chumbou-pelo-menos-uma-vez_1479042

SOS Educação não aceita acordo e mantém acções de protesto

Os portugueses não podem continuar a aceitar esta situação que se tem vindo a arrastar muito por culpa de um pequeno grupo de colégios privados que não aceitam esta redução, que é tão necessária no panorama actual. Esta polémica só vem contribuir para prejudicar aqueles colégios que, longe de qualquer escola pública, fazem um verdadeiro serviço cívico aos portugueses, e vem beneficiar aqueles que oferecem luxos aos seus alunos que nenhuma escola pública pode, em condições normais, sonhar.

http://www.publico.pt/Educação/sos-educacao-nao-aceita-acordo-e-mantem-accoes-de-protesto_1479842

Ministério gastará menos 12% por aluno no próximo ano

A comunidade escolar tem de compreender que todos temos de fazer um esforço para ajudar o País a superar este tempo de crise. Esta diminuição de 12% no financiamento do Estado a cada aluno poderá não representar uma diminuição na qualidade do Ensino e, por consequência, no sucesso dos alunos. Os cortes terão de ser específicos e feitos com o máximo de preocupação pela manutenção da qualidade do dia-a-dia nas escolas. O NESEBSP ficará atento…

http://www.publico.pt/Educação/ministerio-gastara-menos-12-por-aluno-no-proximo-ano_1479239